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23.8.9 (Domingo) . 20:00hs
(continuação)

Ainda há pouco minha namorada ligou, e é realmente muito estranho não sentir nada por ela aqui dentro. Não sei se isso vai passar ao sair, nem como resolver nossos problemas, se for o caso, e estou evitando entrar em contato com isso, colocar no papel; e sei que não posso ficar enrolando, adiando decisões, quando elas tiverem que ser tomadas. Estou apavorado com o que vem pela frente com relação à isso, à Juliana, à Lu, Thays, Portraits e o que mais me parecer disponível por aí. Eu quero tudo ao mesmo tempo, sem cobranças, sem a parte ruim das relações, ou seja, não quero relações, e sim fantasias. Hoje, conversando com a Lu, vi que tenho todas as ferramentas, muitas mesmo, para fantasiar uma coisa de destino, bla, bla, bla. Mas ainda bem que não estou mais tão vulnerável à esse tipo de auto-engano.

Reparei que não fiz nenhum tipo de leitura, nem meditação, e pouco conversei com Deus, a não ser assim, através da escrita. O fone, agora mesmo no meu ouvido (acabei de tirar), me tira um pouco a concentração, evitando pensar muito nas coisas, entrar em contato.

22:35hs

Ando forçando a barra pra escrever, desde ontem, como se a internação fosse um momento mágico pra poesia, por exemplo. Uma sensação de ter desperdiçado tempo que poderia ser de trabalho, com conversas e etc. Pura piração, cobranças sem sentido.

 

E estas foram as últimas palavras escritas sobre meus dias de internação, que só terminaram de fato numa quarta-feira, dia 26 de agosto de 2009.

Conclusões? Ainda não…

 

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