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18.8.9 (Terça) . 10:45hs
(continuação)

Minha maneira de fazer as coisas nunca deu certo, é verdade. Mas também é verdade que nunca as fiz exatamente da minha maneira. Estou seriamente inclinado a dar o foda-se pras coisas que não acredito, seguir verdadeiramente meu caminho… pagar o preço ou colher os frutos, não importa. Afinal, tentando me adequar e lidar comigo com mais humildade tem feito o mesmo estrago.

Existem coisas que, só por hoje, sei que quero ou não quero. Talvez seja a hora de dar uma de Ray(1) e segui-las, até o fim, seja ele qual for. Como minha madrinha no NA me diz, pensar e teorizar menos, realizar mais. Preciso principalmente, parar de tentar me adequar ao mundo, pois não me sinto parte dele, em certo sentido. Sei que se estou inserido aqui, é porque devo estar, mas isso não quer dizer que tenha que aceitar sua mediocridade. Eu sou além sim, independente de ser conquista ou dom. Preciso execrar essa hipocrisia de dizer que não sou diferente, porque com certeza sou.

(1) “Ray” é o filme que conta a história de Ray Charles, e uma das minhas interpretações sobre sua biografia, é que foi taxado por muitos de egocêntrico e egoísta, alguém que passa por cima de tudo somente para conseguir o que quer. Mas na verdade, ele sabia o potencial que tinha, e estava convencido de que nada poderia se colocar entre ele e seu caminho. O que ele tinha a dar de si era maior que aquilo tudo, e demandava certo desprendimento.

 

Continua…